Matéria: Globo Esporte 

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COMPLETANDO A JOGADA

Brasil segue na Copa e Alemanha decepciona

Equipe brasileira apresenta evoluções no terceiro jogo da Copa

Brasil segue na Copa e Alemanha decepcionaBrasil segue na Copa e Alemanha decepcionaAxel Schmidt/Reuters

 

 


Por Marco Condez

 

Ficou para outra oportunidade o confronto da Seleção Brasileira contra a Alemanha, que os brasileiros queriam, mas temiam e que estava se desenhando para acontecer nas oitavas de final. A equipe alemã foi derrotada pela Coréia do Sul e foi eliminada desta Copa. O futebol, assim como a vida, também dá voltas e a Seleção Brasileira continua na Copa, encerrando a primeira fase como líder de seu grupo.

O confronto da Seleção Brasileira contra a Sérvia, que terminou com o placar de 2 a 0, mostrou uma equipe mais segura, que conseguiu se impor, mas que também deu oportunidades para o adversário, que com jogadores de alta estatura se tornava perigoso em bolas paradas e em cruzamentos. Assim, o goleiro Alisson e o setor defensivo brasileiro foram mais exigidos do que em partidas anteriores e cumpriram seu papel.

A saída precoce de Marcelo deu oportunidade a Filipe Luís jogar pela primeira vez nesta Copa. Mas, por ter características mais defensivas, Filipe não apoiou o ataque brasileiro da mesma forma que Marcelo faz e alterou levemente a postura da equipe. O time brasileiro passou a jogar mais pelo meio, porém como a Sérvia congestionava este setor, houve certa dificuldade para traduzir as jogadas em chances reais de gol.

Paulinho fez boa partida e abriu o placar. Além de fazer a proteção da zaga, também foi incisivo na criação de jogadas quando a equipe tinha a posse de bola. Outro destaque foi a movimentação de Gabriel Jesus, que mesmo sem a bola abriu espaços importantes, que foram bem aproveitados pela equipe brasileira.

Também deu para notar a melhora na atuação de Willian, que nos dois primeiros jogos foram apagadas, pois não conseguia escapar da marcação adversária. Mas, o fato é que o lado esquerdo do time brasileiro é mais produtivo devido à presença de Philippe Coutinho, Neymar e Marcelo.

Outro jogador que funcionou como opção ofensiva e não comprometeu foi o lateral Fagner, que entrou na vaga de Danilo, que está lesionado. Neymar, também, melhorou sua postura em campo. Apresentou-se com maior desenvoltura, procurando jogar mais e fugir dos contatos físicos, que quando aconteceram não motivaram reclamações com a arbitragem.

No segundo tempo houve alguns minutos em que a Seleção Canarinho cedeu espaços e permitiu que a Sérvia mostrasse seu estilo de jogo. Tite tentou amenizar este momento de sufoco povoando o meio-campo com a entrada de Fernandinho, mas foi o gol de Thiago Silva que concretizou a retomada do volume de jogo.

Opostamente ao clima de positividade que tomou conta da equipe brasileira, a Seleção da Alemanha vive momentos de instabilidade ao ser eliminada precocemente na fase de grupos após ter feito campanha perfeita nas eliminatórias, com estilo técnico, baseado na posse de bola e troca de passes para envolver o adversário.

Acredito que o grande erro da Alemanha foi confiar que não havia a necessidade de variações táticas do estilo para impor a superioridade da equipe. Para mudar a postura do time, quando pressionado, o técnico Löw tinha poucas opções de qualidade no elenco convocado, o que o tornou previsível. E se olharmos por este prisma, fica mais fácil de compreender como a equipe da Coreia do Sul conseguiu anula-la, com estratégia simples.

O esquema utilizado pela Coreia do Sul pode ter sido primário, mas foi efetivo. A equipe asiática foi aplicada taticamente e conseguiu anular os espaços e a posse de bola alemã. Jogou fechada e utilizou bem contra-ataques rápidos, que encontrava a defesa alemã desprevenida.

A equipe germânica pareceu-me presunçosa, acreditando que devido à diferença técnica e tática existente em campo, a vantagem viria de forma natural. Tanto é que quando o tempo mostrou que isso não aconteceria, o desespero deu lugar a razão, a ponto de o goleiro Neuer abandonar sua posição para atuar como meia/atacante. Como não conseguiu manter a posse de bola, desencadeou contra-ataque rápido que culminou no segundo gols da Coréia com a meta totalmente desguarnecida e sem proteção.

Com a desclassificação da Alemanha, o próximo adversário do Brasil nas oitavas de final será o México, que se apresentou, nos dois primeiros jogos de forma equilibrada, com defesa forte, meio-campo técnico e com transições de velocidade. Seu técnico Juan Carlos Osorio, apesar de fazer alterações ousadas, costuma montar esquemas interessantes, que provavelmente darão trabalho à equipe de Tite.



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